O título não é meu, mas sim da reportagem feita pelo Jornal de Notícias.
Fui sexta e sábado até Santa Maria da Feira ao Festival Para Gente Sentada, e mais uma vez vim de lá a achar que não há muitos eventos neste país que consigam reunir tantos artistas num único local ao mesmo tempo. Qualidade acima da média claro está, e com muito público este ano, o que é sempre importante… Sem público não há Festival. Podiam era ter cuidado com o aumento exponencial do preço dos bilhetes de ano para ano… Esperemos que fique por aqui.
Dos dois dias, ficam sem dúvida marcados os concertos de Terry Lee Hale, Norberto Lobo e J.P.Simões, este último convidado à ultima da hora devido a doença do Joe Henry, mas não ficou nada mal. Norberto Lobo era também desconhecido para mim, mas não estava à espera de ver alguém fazer aquilo a uma guitarra… Depois daquilo só se pode dizer que a guitarra é um instrumento lindo, sem dúvida. Sean Riley and the Slowriders eram talvez os nacionais mais conhecidos e esperados, mas a mim não me convenceram completamente… Talvez como eles disseram aquele não seria o ambiente mais apropriado para eles, e notava-se que quando a guitarra eléctrica falava, a coisa mudava de figura… Se fazem as primeiras partes dos Wraygunn, por algum motivo será… Mas daqui a uns tempos confirmo. Richard Hawley e Nina Nastasia, apesar de serem os cabeças de cartaz, não foram quem mais me impressionou. Terry Lee Hale, um texano meio country, a viver em Paris, deu um brilhante espectáculo e com a sua simpatia conquistou quem lá estava… Um festival em grande mais uma vez!
“É necessária a cadeira porque a alma não pode estar a pensar nas pernas. No princípio é sempre a palavra, mas antes da palavra fala o silêncio. Depois a música como o vento sopra onde quer. Percorre todo o espaço e desce e entra no nosso corpo e é aqui que nasce a música”